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Pra onde vão os dias que passam?

Texto sensível, intenso, com atmosfera.

 \  Pra onde vão os dias que passam?

Pra onde vão os dias que passam?

capa expedição eli hub (5)
Editora: Ao Livro Técnico (1992) e Escrita Fina (2010)
Ano de publicação: 1992 e 2010
Ilustrações: Martha Werneck (2010) e  Rui de Oliveira (1992)

“A pergunta veio outra vez. Pra onde vão os dias que passam? Não quero mais pensar nisso. Quero viver os dias sem saber pra onde vão e muito menos de onde vêm. Quem, até hoje, teve uma história construída no medo, não pode mais perder tempo”.
Mariana é uma adolescente incomodada com tantas dúvidas. Em busca de respostas para suas perguntas, ela vai morar nas montanhas e passa por um processo de amadurecimento. No caminho, encontra a Guardiã do Fogo, uma sábia anciã que guarda vários segredos que podem ajudar Mariana.
Pra onde vão os dias que passam? Pergunta feita um dia por um menino de oito anos à sua mãe. Gostei tanto que resolvi usar como título do meu livro de estreia. Um livro que nasceu aos poucos e por conta de um editor que acreditou no potencial do meu texto. Havia enviado para algumas editoras apenas o que vem a ser o primeiro capitulo deste livro, que se chama A menina, a princesa e o mar. Um dia, recebi um telefonema em minha casa de um senhor chamado Egberto Gaia, na época, editor da Ao Livro Técnico. Ele me perguntava se eu tinha outras histórias, porque achava minha história muito densa, mas muita pequena: tem tamanho de história para crianças pequenas, mas não é um texto para os pequenos, entende? Tente me mandar outra história e juntar com esta que você já me enviou, ele me disse. Acontece que eu não tinha nenhuma história pronta, apenas uma ideia do que seria um novo texto. Quebrei a cabeça e em duas semanas mandei para ele o que veio a ser o segundo capítulo: Mariana. Ele adorou e me disse: agora vai terminar o livro. Levei uns quatro meses e escrevi os outros capítulos deste livro.

 

Anna Claudia Ramos sabe escrever – o que é uma qualidade muito rara do que pode parecer à primeira vista neste Brasil de hoje. Texto sensível, intenso, com atmosfera. Mas o que ela conta não é nenhuma aventura fácil, cheia de ação e peripécias. Bem diferente disso é a narrativa de uma busca interior num labirinto simbólico e abstrato, com dores e perdas, inquietações metafísicas e mistérios transcendentais. Escrita numa linguagem capaz de atingir diretamente o jovem leitor, que com a autora compartilhe essa mesma procura de sentido para a vida, ou que igualmente se sinta enredado em uma angustiada e densa teia de incomunicabilidade. Anna Claudia fala diretamente à alma desses adolescentes especiais, sensíveis e enrolados. E existem legiões deles. Ou seja, ela tem tudo para fazer o maior sucesso.

Ana Maria Machado

na apresentação da edição de 1992

 

 

Finalista do Prêmio Autor Revelação/ 1992 da FNLIJ. Selecionado para o 1º Ateliê do Artista/ 1997. Livro traduzido na Bulgária pela editora Printex.

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